Apresentação

Amazonicas 7, o sétimo colóquio internacional sobre as línguas da bacia amazônica e regiões circunvizinhas, terá lugar em Baños, Ecuador, nos dias 28 de maio a primeiro de junho de 2018. O colóquio consistirá de quatro simpósios temáticos nas áreas de sintaxe, fonologia, famílias linguísticas e língua e sociedade. Os temas deste ano são:

O horário preliminar do Colóquio pode ser obtido aqui.

O endereço geral de contato para o colóquio é .

Simpósio sobre tempo e aspecto (Morfossintaxe)

Organizadores: Martine Bruil, Anne Schwarz e Andrés Pablo Salanova

Todas as edições de Amazonicas incluem um simpósio sobre morfossintaxe. O tema do simpósio de morfossintaxe este ano é Tempo e Aspecto.

A ancragem temporal das proposições, expressado por meio do tempo gramatical, tem sido considerada pela linguística teórica como sendo uma propriedade universal das línguas, e o tempo gramatical é tido ainda como um componente essencial da finitude, compreendida como aquilo do que uma frase precisa para ser uma oração independente. Em tempos mais recentes tem se tornado claro que as distinções na maneira em que a estrutura de um evento é apresentada linguisticamente (isto é, o aspecto) são provavelmente ainda mais comuns do que o tempo, mesmo que não tenham até agora recebido tanta atenção.

O que se sabe sobre os sistemas de tempo e aspecto em línguas amazônicas é relativamente pouco, já que as descrições que existem raramente dão detalhes sobre a semântica das categorias flexionais do verbo. Dixon e Aikhenvald (1999:9) dão como um traço areal na Amazônia o fato que categorias verbais tais como o tempo se expressem mediante sufixos opcionais, ou, acrescentariamos, partículas opcionais que se congregam em diferentes lugares da oração.

Mesmo que seja impossível estabelecer com exatidão a generalidade deste traço a partir das descrições existentes, é aparente que muitas línguas da Amazônia (com importantes exceções, e.g., as línguas Tukano) são línguas com expressão gramatical do tempo limitada, i.e., línguas onde o tempo pode ser omitido completamente. Em uma língua dada isto pode contrastar com a obrigatoriedade da marcação aspectual ou temporal.

Ainda nos casos em que o tempo está ausente, no entanto, a interpretação temporal é quase sempre um fenômeno sutil, que envolve interações com outras categorias flexionais. Em línguas descritas como carecendo de tempo gramatical, as distinções aspectuais por um lado, e as modais por outro, com frequência serão usadas para indicar a ancragem temporal (como nota Vellupilai, a primeira tipicamente para diferenciar passado de não-passado, e a segunda para distinguir futuro de não-futuro).

No outro extremo do espectro de riqueza temporal, há ao menos algumas línguas amazônicas que possuem paradigmas temporais que incluem distinções de distância temporal (e.g., Chácobo, Matsés). A natureza de tais sistemas é assunto de debate, mas não há duvida de que, se bem em alguns casos a distância temporal se baseia em distinções aspectuais, existem casos claros de sistemas de tempo dêitico com graus de distância, às vezes relativos, e outras absolutos (e.g., o passado hodierno, limitado a eventos que ocorreram hoje).

A noção de aspecto é familiar aos linguistas descritivos hoje em dia, mas o inventário exato das noções que caem dentro desta categoria ainda não está plenamente definido. Termos tais como incoativo, durativo, iterativo, habitual, persistivo, completivo, prospectivo, terminativo, aoristo, entre outros, ainda que reconhecidos como referindo-se a noções aspectuais, têm definições variáveis e superpostas. Além disto, muitas categorias (e.g., o perfeito) são ao mesmo tempo aspectuais e temporais, e há áreas de transição entre o aspecto gramatical e o aspecto léxico, ou entre o aspecto e o tempo, que podem ser descritas de maneiras diferentes por pesquisadores diferentes. Todos esses fatores contribuem a que o trabalho comparativo seja muito difícil.

O aspecto pode com frequência aparecer mais de uma vez em uma frase (e.g., o perfeito pode aparecer por fora do progressivo), ou pode estar completamente ausente em uma oração (em qual caso o aspecto inerente do predicado domina), e é difícil classificá-lo como sendo flexional, derivacional, ou (semi-)léxico. Como notou primeiro Verkuyl, o aspecto muito mais do que o tempo é uma propriedade do predicado inteiro, já que este pode ser afetado pelo sentido dos sintagmas nominais, entre outros fatores.

Como já mencionamos acima, as noções temporais e aspectuais estão intimamente interligadas com a modalidade. Outra conexão para a qual há cada vez mais evidências é aquela entre o aspecto e a evidencialidade. Talvez o caso melhor conhecido disto é a relação entre os perfeitos resultativos e a evidencialidade inferencial. Usos evidenciais do futuro são também provavelmente muito comuns. Outras categorias conhecidas dos amazonistas, tais como o frustrativo, têm sem dúvida vínculos com o tempo e o aspecto.

Além da relação entre o tempo e o aspecto e outras categorias semânticas do predicado, existe uma relação conhecida entre essas noções e certos módulos da morfossintaxe, como a marcação de caso. A associação preferencial entre alinhamento ergativo e os aspectos perfeito e perfectivo é um exemplo, como o é o fato de que a intransitividade cindida em várias línguas está baseada em um contraste aspectual e não de agentividade. A relação entre formas nominais ou adjetivais dos predicados e noções aspectuais é também bem conhecida, e muitas vezes subjaz os padrões de marcação de caso.

As abordagens teóricas mais enraizadas ao tempo e ao aspecto (e.g., Klein 1993) os vêem como sendo essencialmente da mesma natureza: operadores que ligam intervalos temporais de diferentes maneiras, empregando um inventário limitado de relações. Nestas abordagens, o aspecto vincula o tempo do evento com um tempo tópico ou de referência, enquanto que o tempo vincula um desses tempos ao tempo da enunciação, tornando-o uma categoria dêitica. Pesquisas mais recentes têm dado maior importância às componentes modais do tempo e do aspecto (Arregui et al. 2014), assinalando por um lado que categorias que são principalmente temporais ou aspectuais (i.e., o passado imperfectivo das línguas românicas ou eslavas) com frequência têm usos associados que são modais, e por outro que mesmo nos sentidos considerados essencialmente aspectuais há paradoxos que só se resolvem aceitando uma componente modal no seu sentido.

Muitos outros fenômenos caem dentro da temática deste simpósio. Entre alguns temas que não consideramos por falta de espaço encontram-se os seguintes: o tempo nominal, a sequência de tempos, o papel do tempo e do aspecto na definição do que é figura e fundo nos relatos, a relação entre a marcação de visibilidade ou direção nos determinantes e a interpretação temporal, entre outros.

Convidamos ao envio de resumos sobre qualquer tema ligado ao tempo ou aspecto ou suas relações com outras categorias semânticas ou morfossintáticas em línguas amazônicas, vindas de pontos de vista descritivos, comparativos ou teóricos.

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Referências

Simpósio sobre arte verbal (Língua e sociedade)

Organizadores: Simeon Floyd e Lev Michael

Este ano Amazonicas lança uma quarta série de simpósios, Língua e sociedade, que focaliza a pesquisa voltada para as línguas amazônicas no seu contexto social mais amplo, y que examina a relação entre os aspectos estruturais dessas línguas e os processos culturais e a organização social das sociedades que as falam. O tema inaugural do simpósio é Arte Verbal. Convidamos resumos para comunicações que examinem as formas da arte verbal em sociedades amazônicas de um ponto de vista estrutural, social, ou cultural.

A arte verbal surgiu como uma linha de pesquisa importante tanto para linguistas como para antropólogos nos anos 80 (Urban e Sherzer 1986). As décadas seguintes viram surgir uma série de trabalhos importantes sobre a arte verbal nas sociedades amazônicas, escritos desde pontos de vista teóricos e disciplinares diversos (e.g., Basso 1995, Briggs 1990, Graham 2000, Hill 1993, Reichel-Dolmatoff 1993, Uzendoski 1999). Esse conjunto crescente de pesquisa focaliza vários aspectos dos gêneros da arte verbal amazônica, que incluem a sua organização estrutural, o seu papel na mediação de processos linguísticos mais amplos, e o seu papel em processos sociais e culturais mais amplos. Hoje em dia muitos linguistas de campo incluem a tarefa de documentar os gêneros da arte verbal e os repertórios locais de “modos de falar” (Hymes 1989, Sherzer 1983) na Amazônia como parte importante da documentação linguística e cultural (ver Woodbury 2003, Gippert et al. 2006, Austin 2010, etc.)

A pesquisa sobre as propriedades estruturais da arte verbal amazônica tem focalizado a organização poética e artística dos gêneros verbais tanto em grande como em pequena escala, tratando temas como o paralelismo (e.g., Urban 1991), a estrutura da linha (e.g., Floyd 2005, Michael 2006), e processos fonológicos e morfológicos que são específicamente poéticos (e.g., Skilton 2016). Esta área de pesquisa tem pontos de contato importantes com os estudos sobre música em sociedades amazônicas (e.g., Fausto 2013, Meyer e Moore 2013, Seeger 2004).

A arte verbal e as formas convencionalizadas do discurso podem, de modo mais geral, ter um papel importante ao intermediar no empréstimo de lexemas e na convergência estrutural entre as línguas (Beier et al. 2002). Tem-se observado que a convergência linguística do Alto Xingu (Chang e Michael 2014) foi precedida por um empréstimo generalizado de práticas rituais e gêneros discursivos (Seki 1999), o que sugere que os gêneros discursivos compartilhados podem ter aberto o caminho para a convergência estrutural. Da mesma maneira, Epps (2016) propõe que o discurso paralelístico usado pelos pajés teve um papel importante para ultrapassar os obstáculos culturais para o empréstimo linguístico no noroeste da Amazônia.

A arte verbal tem um papel destacado nos processos sociais e na organização da sociedade, tendo a capacidade tanto de manter formas sociais como de contestá-las (Hill 1993, Urban 1986). O estudo da arte verbal também se superpõe com a temática da metáfora e da linguagem figurada (Dancygier e Sweetser 2014) e com questões relacionadas à diversidade cognitiva e linguística em sociedades amazônicas

Convidamos resumos sobre a arte verbal da Amazônia, que definimos de forma ampla como os gêneros discursivos que têm propriedades estéticas ou performativas elevadas (Baumann 1974), que toquem a temâtica descrita acima ou outras questões. Os temas tocados podem incluir tanto os aspectos estruturais dos gêneros de fala (e.g., narrativa, oratória, cantos, histórias, linguagem chamânica, choro ritual, e muitos outros) como a etnografia de seus contextos sociais de uso, como também o humor e a linguagem lúdica, a música e a etnomusicologia, a metáfora e a linguagem figurada, e uma série de outros temas relacionados com os aspectos poéticos ou performativos da língua em sociedades amazônicas.

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Simposio sobre as pequenas famílias linguísticas das encostas orientais andinas do norte do Peru e sul do Equador (Famílias e áreas linguísticas)

Organizadores: Simon Overal, Pilar Valenzuela e Martin Kohlberger

O colóquio Amazonicas inclui normalmente um simpósio dedicado a uma família linguística. Em Amazonicas 4 (Lima, 2012), esse simpósio serviu para explorar a possível unidade genética das famílias Pano e Takana, tendo em conta o fato que quando se trata de relações genéticas profundas nem sempre é possível distinguir o parentesco dos efeitos de contado de forma clara e sem controvérsia. Em 2018 o simpósio volta a ter como objetivo continuar à procura de relações genéticas ou areais até hoje não reconhecidas ou provadas, partindo de algumas das pequenas famílias linguísticas e línguas isoladas da Amazônia. O tema do simpósio em Amazonicas 7 é “Pequenas famílias linguísticas e línguas isoladas das encostas orientais do norte do Peru e sul do Equador”, focalizando desse modo esta área geográfica (relativamente) restrita (seguindo o exemplo de Wise 1999).

A área escolhida é importante dada a sua grande diversidade linguística. Entre as pequenas famílias e línguas isoladas que se encontram exclusivamente nesta área temos: Chicham (antes chamada Jíbaro); Kawapana; Záparo; Kandozi-Chapra e Urarina. Estas línguas coexistem com membros de famílias maiores, entre os quais: Kukama-Kukamiria, da família Tupi; Chamicuro, da família Arawak; e Kichwa do Pastaza, da família Quêchua. As evidências de documentos coloniais mostram que várias outras línguas, hoje em dia desaparecidas, eram faladas no vale do Marañón e na serra a oeste do mesmo; essas podem também ter pertencido a unidades genéticas próprias à região (Adelaar com Muysken 2004).

Mesmo que as tentativas de classificar as pequenas famílias e línguas isoladas em unidades genéticas maiores não têm produzido resultados convincentes (cf. Payne 1981 e 1990 sobre o parentesco possível entre as línguas Chicham e Kandozi-Chapra, por exemplo), alguns trabalhos recentes têm discutido a possibilidade de uma agrupamento areal nas encostas orientais dos Andes (Wise 2011; Valenzuela 2015; Overall e Vuillermet 2015). Fica ainda por provar se esta região pode ser considerada uma “área de espalhamento de traços” (trait sprawl area) no sentido de Campbell (2017); igualmente, é necessário e interessante compreender a distribuição dos traços definidos tradicionalmente como sendo “andinos” ou “amazônicos” nesta região (cf. Dixon e Aikhenvald 1999). (Deve ser notado que a região que nos interessa aqui faz parte da região mais ampla conhecida pelo nome de “Encostas orientais andinas”).

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Simpósio sobre a prosódia do acento, o tom e a entoação em línguas amazônicas (Fonética e fonologia)

Organizadores: Thiago Chacon, Gessiane Picanço y Katherine Bolaños

Este simpósio acolhe artigos que trazem novas contribuições para o estudo da prosódia do acento, tom e entoação nas línguas amazônicas. O tópico dos trabalhos pode abordar desde descrição de línguas (sub)documentadas, à análise comparativa e diacrônica da prosódia em regiões geográficas ou famílias linguísticas, bem como novos achados de propriedades prosódicas tipologicamente relevantes.

Há ainda muito a ser investigado sobre a prosódia além do nível de palavra nas línguas amazônicas. Gostaríamos de ver propostas que discutam a prosódia de diferentes tipos de orações (interrogativas, declarativas, imperativas, etc.), a prosódia de foco, topicalização e ênfase, ou outros atos comunicativos, bem como sobre a maneira que as propriedades do acento, tom e entoação são mapeadas em constituintes prosódicos e morfossintáticos.

No nível da palavra, estamos interessados em propostas que descrevam detalhadamente aspectos da prosódia da palavra, mas especialmente aquelas que mostram interações complexas dos sistemas de acento e tom, bem como a correlação da prosódia da palavra e da morfologia.

O estudo do acento continua sendo uma área fértil de investigação. Muitos estudos mostraram os efeitos e as interações do acento com propriedades segmentais e não-segmentais (Schourup 1973, Liberman e Prince 1977, Beckman 1986, Krakow 1993, Hayes 1995, Ladd 1996, Yip 2001, etc.). Os correlatos fonéticos do acento nas línguas amazônicas, especificamente o tom, a duração, a intensidade, a qualidade da vogal e as propriedades de fonação permanecem um tópico pouco estudado (ver Storto e Demolin 2005, Hintz 2005, Gordon e Rose 2006, Elías-Ulloa 2010). Além disso, as propriedades fonológicas dos sistemas de acento nas línguas amazônicas podem contribuir substancialmente para a tipologia e a teoria da prosódia da palavra, especificamente ao destacar como o acento nessas línguas diverge da maioria das propriedades prototípicas do acento (Hyman 2012, Hayes, 1995).

Os sistemas tonais na Amazônia geralmente foram descritos como sistemas de tom restritos ou simples, apresentando um ou dois tons subjacentes (Maddieson 2013, Hyman 2016). No entanto, por diversas razões, a análise dos sistemas tonais é bastante complexa nesta região do mundo. Por isso, incentivamos especialmente as propostas que destacam como esses sistemas podem ser bastante complexos, como, por exemplo, devido às coarticulações tonais, a interação com a fonética do acento, com a estrutura métrica e quantidade de sílaba, entonação, traços laríngeos, morfologia, etc. Além disso, nos interessam também as relações de tons com segmentos e traços distintivos, seja sob um ponto de vista sincrônico ou diacrônico (por exemplo, Hombert et al., 1976, Matisoff 1973, Silverman 1995, Gordon e Ladefoged 2001, etc.).

Diacronicamente, estamos particularmente interessados em estudos que se concentram na coevolução dos sistemas de tom e acento. Os estudos de tonogênese e dos padrões em que os tons condicionam mudanças em outros domínios de fonologia são especialmente bem-vindos. Quanto aos sistemas de acento, estamos interessados em trabalhos que analisem como propriedades fonológicas independentes ou reanálises de padrões de superfície levam a mudanças nos padrões de acento, possivelmente criando sistemas simultâneos de acento (e tom) dentro de um idioma, ou alterando parâmetros da fonologia métrica.

Esperamos que os trabalhos tenham um claro e sólido embasamento fonético, idealmente com análises acústicas e estatísticas.

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Referências

Instruções para envio de resumos

Os resumos devem ser anônimos e não devem ultrapassar uma página tamanho A4, com uma página a mais para exemplos e referências; devem ser apresentados com letra de tamanho 12 (fonte da família Times) e margens de no mínimo 2cm. Devem ser enviados em formato PDF como anexos a uma mensagem de correio eletrônico. No corpo da mensagem devem ser indicados o título do resumo, o nome e a afiliação institucional dos autores, e deve ser especificado se o resumo é para uma comunicação oral de 20 minutos ou para uma apresentação com pôster. O assunto da mensagem deve ser RESUMO, seguido de SINTAXE, FONOLOGIA, PIEDEMONTE ou ARTE, seguido do nome dos autores.

Os resumos devem ser enviados a um dos endereços seguintes:

  • Tempo e aspecto: .
  • Arte verbal: .
  • Línguas das encostas: .
  • Tom, acento e entonação: .

A data limite para envio de resumos é dia 15 de janeiro de 2018 (protelado da data original de primeiro de dezembro).

Referências

Adelaar, Willem F.H. con Pieter C. Muysken. 2004. The Languages of the Andes. Cambridge: Cambridge University Press.

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Campbell, Lyle. 2017. Why is it so hard to define a linguistic area? In Raymond Hickey (ed.) The Cambridge Handbook of Areal Linguistics. 19–38. Cambridge: Cambridge University Press.

Elías-Ulloa, José, 2010. An acoustic phonetics of Shipibo-Conibo (Pano), an endangered Amazonian language a new approach to Documenting Linguistic Data. Lewiston: The Edwin Mellen Press.

Gordon, Matthew y Peter Ladefoged, 2001. Phonation types: A crosslinguistic overview. Journal of Phonetics 29: 383-406.

Gordon, Matthes y Françoise Rose, 2006. Émérillon Stress: A Phonetic and Phonological Study. Anthropological Linguistics, 48(2), 132-168.

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